Longe de restringir-se à seara jurídica, como antecipei neste blog (lista suja não é igual a candidato sujo), a lista da Associação dos Magistrados do Brasil – AMB, impropriamente batizada de “lista suja” começa a revelar o seu caráter político, em face dos critérios arbitrários e questionáveis que a ensejaram.
A inclusão (ontem) de Gilberto Kassab (DEM), atual prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, na tal lista, depois de muita pressão sobre a AMB, confirma a politização da lista.
O irônico é que Kassab, espertamente, já estava tirando dividendos políticos e exaltando o mérito da iniciativa da AMB, quando dela constavam apenas os nomes de Paulo Maluf (PP) e Marta Suplicy (PT).
quarta-feira, 30 de julho de 2008
ACELERANDO AOS POUCOS...
Marinor Brito, candidata do PSOL à prefeitura de Belém, recebeu alta hospitalar no último final de semana – depois de sofrer uma queda que lhe fraturou a rótula – e já está de volta à campanha, mas com uma agenda leve.
Garante que na próxima semana começa a acelerar.
Garante que na próxima semana começa a acelerar.
terça-feira, 29 de julho de 2008
DIFERENÇAS
Recomendo a leitura do artigo de Leopoldo Vieira publicado no blog "Juventude em Pauta" (clique aqui para acessar).
Nele, Leopoldo discorre sobre as diferenças entre os governos de Edmilson (prefeito de Belém, entre 1997 e 2004) e Ana Júlia no tocante às políticas para a juventude, com destaque para a experiência do Orçamento Participativo da Juventude – OPJ, lançado pelo governo petista de Belém.
Vale a pena refletir sobre a narrativa de Leopoldo.
Nele, Leopoldo discorre sobre as diferenças entre os governos de Edmilson (prefeito de Belém, entre 1997 e 2004) e Ana Júlia no tocante às políticas para a juventude, com destaque para a experiência do Orçamento Participativo da Juventude – OPJ, lançado pelo governo petista de Belém.
Vale a pena refletir sobre a narrativa de Leopoldo.
O DIA SEGUINTE...
Instado pelos comentários publicados neste blog e no blog do Juca – a quem agradeço mais uma vez a deferência – em resposta à minha avaliação pessoal sobre os elementos que podem ajudar a explicar o momento desfavorável do governo de Ana Júlia, declaro o seguinte:
1. A minha avaliação é apenas a minha avaliação – com perdão da redundância – e, como tal, uma visão parcial do fenômeno, pois toda visão pessoal é essencialmente parcial e limitada. Há, portanto, outras incontáveis versões acerca do assunto, todas legítimas. A sabedoria está em saber integrá-las para produzir novas sínteses;
2. É óbvio que a minha interpretação sobre a fase por que passa o governo está contaminada – no bom sentido – por minhas convicções, princípios, valores e pela minha vivência no PT e no governo;
3. Orgulho-me de ter coordenado a campanha de Ana Júlia e de ter colaborado com o seu governo e, ao contrário de sentir-me constrangido ou impedido de falar sobre os seus rumos, seus erros e virtudes, seus limites e possibilidades, julgo-me legitimado a fazê-lo, desde que o faça com honestidade e respeito;
4. As minhas opiniões expostas ao público, creiam, são coerentes com as opiniões que defendia quando estava no governo e isto lhes oferece uma pista para compreender a minha saída. A diferença fundamental está no fato de que, agora, as minhas opiniões são publicadas; antes, por imperativo ético, as opiniões eram debatidas no âmbito estrito do governo;
5. Advirto-lhes, contudo, que não cederei à tentação de valorizar as especulações sobre a minha saída, pois há temas infinitamente mais importantes para serem tratados. A minha estada no governo faz parte do passado e costumo viver em paz com o passado;
6. Por outro lado, o fato de não fazer mais parte da equipe de governo não me afasta de minhas responsabilidades, como cidadão e militante do PT, com os seus rumos, razão pela qual seguirei em meu firme compromisso de atuar para que essa conquista coletiva – que é o governo estadual – honre a nossa história e o legado de gerações de lutadores sociais;
7. As coisas que não voltam nunca mais precisam ser tratadas com atenção redobrada. E há pelo menos três, segundo um famoso provérbio chinês: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida. E o governo do Pará é essa oportunidade que temos nas mãos;
8. Confesso-lhes que me afetou um comentário segundo o qual eu tenho sido melhor blogueiro do que fui chefe da Casa Civil. Talvez faça sentido. Fundamental mesmo é ser sujeito ativo do nosso tempo.
1. A minha avaliação é apenas a minha avaliação – com perdão da redundância – e, como tal, uma visão parcial do fenômeno, pois toda visão pessoal é essencialmente parcial e limitada. Há, portanto, outras incontáveis versões acerca do assunto, todas legítimas. A sabedoria está em saber integrá-las para produzir novas sínteses;
2. É óbvio que a minha interpretação sobre a fase por que passa o governo está contaminada – no bom sentido – por minhas convicções, princípios, valores e pela minha vivência no PT e no governo;
3. Orgulho-me de ter coordenado a campanha de Ana Júlia e de ter colaborado com o seu governo e, ao contrário de sentir-me constrangido ou impedido de falar sobre os seus rumos, seus erros e virtudes, seus limites e possibilidades, julgo-me legitimado a fazê-lo, desde que o faça com honestidade e respeito;
4. As minhas opiniões expostas ao público, creiam, são coerentes com as opiniões que defendia quando estava no governo e isto lhes oferece uma pista para compreender a minha saída. A diferença fundamental está no fato de que, agora, as minhas opiniões são publicadas; antes, por imperativo ético, as opiniões eram debatidas no âmbito estrito do governo;
5. Advirto-lhes, contudo, que não cederei à tentação de valorizar as especulações sobre a minha saída, pois há temas infinitamente mais importantes para serem tratados. A minha estada no governo faz parte do passado e costumo viver em paz com o passado;
6. Por outro lado, o fato de não fazer mais parte da equipe de governo não me afasta de minhas responsabilidades, como cidadão e militante do PT, com os seus rumos, razão pela qual seguirei em meu firme compromisso de atuar para que essa conquista coletiva – que é o governo estadual – honre a nossa história e o legado de gerações de lutadores sociais;
7. As coisas que não voltam nunca mais precisam ser tratadas com atenção redobrada. E há pelo menos três, segundo um famoso provérbio chinês: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida. E o governo do Pará é essa oportunidade que temos nas mãos;
8. Confesso-lhes que me afetou um comentário segundo o qual eu tenho sido melhor blogueiro do que fui chefe da Casa Civil. Talvez faça sentido. Fundamental mesmo é ser sujeito ativo do nosso tempo.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
ENQUANTO HÁ TEMPO...
Longe de pretender dispor da chave para explicar a péssima imagem do governo estadual de acordo com as mais recentes pesquisas de opinião, ofereço alguns elementos que podem ser úteis:
1. Falta de centralidade: Ainda é muito elevado o grau de dispersão do governo e de atomização de suas ações. O programa “Pará, terra de direitos” foi idealizado para enfrentar essa dificuldade, mas se vê enredado por problemas de gestão e por outros que mencionarei nas linhas seguintes;
2. Falta de foco: O governo ainda não tem claro o seu horizonte para o final de 2010. E se os têm, não os comunica adequadamente sequer para o conjunto do governo, quanto mais para a sociedade; e se não os comunica adequadamente, também não convence ou seduz para muito além das fronteiras do próprio governo;
3. Antecipação da agenda política: Querer mais quatro anos antes de cumprir os objetivos do mandato em curso, lembra aquela metáfora do goleiro que, ávido pela jogada seguinte, esqueceu-se de que era necessário, antes de dar seqüência ao jogo, segurar a bola com firmeza para armar o contra-ataque. Resultado: tomou um “frango”;
4. Mau uso do tempo: Boa parte do tempo, inteligência e energia está voltada para as disputas internas (no governo, no PT e nos outros partidos aliados), comprometendo o desempenho do governo, que deixa de ser o espaço de convergências para colocar-se no epicentro das crises;
5. Desvirtuamento da agenda do governo: O governo – e a própria figura da governadora – envolve-se no varejo das articulações municipais, inclusive nas disputas entre candidatos identificados com a sua base de apoio, o que aumenta o potencial gerador de crises internas e compromete a agenda governamental;
6. Instabilidade: Mesmo sem uma oposição forte na ALEPA (pelo menos até então), os objetivos do governo ficam demasiadamente à mercê das circunstâncias, dos impulsos e da intuição. As circunstâncias, os impulsos e a intuição, aliás, têm sido a tônica de decisões importantes do governo;
7. Insegurança e desconfiança: A insegurança e a desconfiança crescentes no interior do governo geram um sentimento generalizado de que, a qualquer momento, as orientações mudam, os objetivos mudam, os secretários são substituídos. E se as mudanças tornam-se tão corriqueiras, não faz sentido qualquer plano de médio ou longo prazos;
8. Distanciamento e isolamento do núcleo dirigente do governo: O núcleo dirigente do governo distancia-se cada vez mais do conjunto do governo, fruto de uma visão auto-suficiente e presunçosa de que o problema é que tem gente boicotando e querendo que o governo não funcione. O núcleo dirigente do governo tem baixa capacidade de auscultar o conjunto do governo e o seu entorno e de integrar pontos de vista, o que lhe faz recorrer à velha fórmula do autoritarismo e da cultura do medo. A mudança (mais uma) do modelo de gestão é um sintoma evidente desse enredo, como se o problema estivesse no modelo e não na cultura organizativa e no padrão da relação intra-governamental;
9. Crise existencial: Embora pareça romântico, não há mais tempo para crises existenciais (clique aqui para ler o post "ser ou não ser..."). O PT conquistou o direito de governar o Pará - pelo menos por quatro anos – e dispõe de condições favoráveis para fazer um governo transformador, sobretudo por coincidir com o segundo mandato do presidente Lula; está no comando de todos os órgãos estaduais estratégicos para conduzir a gestão e cumprir os seus objetivos; e conta com uma oposição ainda desarticulada (mas que começa a organizar-se em função dos erros do governo);
10. Produtor de crises: O governo é confuso e inconstante em suas relações políticas e embaralha os espaços de decisões governamentais e partidárias.
Ora ameaça romper a aliança que lhe assegurou a vitória eleitoral, ora reconcilia-se e faz juras de amor; ora insinua que vai romper com PMDB, supostamente para afirmar que o governo é de esquerda, ora convida PV (Zé Carlos e Gabriel Guerreiro) e PP (Gerson Peres) para participarem do governo; ora incrementa a participação do Diário do Pará nas contas de publicidade oficial, ora tenta selar acordos com os donos de O Liberal, em encontros tão secretos quanto o encontro do jogador Ronaldo com travestis, no Rio; ora declara apoio à reeleição de Helder, em Ananindeua, ora corteja Pioneiro; ora faz movimentos em favor da indicação de Anivaldo a vice de Duciomar, ora investe para que este aceite Raul Meireles como vice; ora afirma-se intransigentemente de esquerda, ora convida Zeca Pirão para ser o vice de Mário Cardoso, já no primeiro turno.
A lista é tão extensa quanto é patente a vocação do núcleo dirigente do governo para produzir crises.
O QUE FALTA?
1. Falta humildade para reconhecer os próprios erros;
2. Falta sabedoria e paciência para reconhecer que o PT não tem hegemonia na sociedade e que a luta por uma nova hegemonia é necessária e legítima, mas é também de longo curso;
3. Falta sabedoria e acuidade para interpretar o momento histórico e para não desperdiçar essa oportunidade, pois poderemos não ter outra tão brevemente;
4. Falta altivez para assumir as suas contradições e para, apesar delas, seguir em frente;
5. Falta capacidade para construir unidade política;
6. Falta capacidade para distinguir o que é central e estratégico daquilo que é periférico e conjuntural;
7. Falta desprendimento e coragem para tomar as decisões que estão “engavetadas”, que são várias. Ressalto pelo menos uma: se a governadora e o seu círculo mais íntimo de governo estão convencidos de que a aliança com o PMDB não serve ao governo, então que seja coerente e rompa a aliança, assumindo, por óbvio, as conseqüências políticas de tal decisão. (clique aqui para saber o que escrevi sobre a política de alianças do governo)
Essa postura dúbia e hesitante do governo produz situações extravagantes, como é o caso da secretária de saúde, que tem menos influência no governo sobre os assuntos de sua pasta do que alguns de seus auxiliares naquele órgão estadual.
Se o núcleo dirigente do governo entende que a SESPA não deve ser comandada por uma pessoa indicada pelo PMDB - como até as pedras sabem - então que se enfrente a repactuação do governo, ao invés do método – fugidio e burro - da fritura e do esvaziamento, que penaliza ainda mais a população que precisa da saúde pública para manter-se sã ou pelo menos viva.
DEFINITIVAMENTE,
O governo de Ana Júlia não é uma tese, um experimento;
Não é um clube de ciência;
Não é meio para enriquecer uns e conferir prestígio a outros;
O governo de Ana Júlia veio para mudar e só faz sentido se puder operar essas mudanças.
MAIS E MENOS
Mais governo e menos intriga!
Mais governo e menos fofoca!
Mais governo e menos fantasmas!
Enquanto há tempo...
1. Falta de centralidade: Ainda é muito elevado o grau de dispersão do governo e de atomização de suas ações. O programa “Pará, terra de direitos” foi idealizado para enfrentar essa dificuldade, mas se vê enredado por problemas de gestão e por outros que mencionarei nas linhas seguintes;
2. Falta de foco: O governo ainda não tem claro o seu horizonte para o final de 2010. E se os têm, não os comunica adequadamente sequer para o conjunto do governo, quanto mais para a sociedade; e se não os comunica adequadamente, também não convence ou seduz para muito além das fronteiras do próprio governo;
3. Antecipação da agenda política: Querer mais quatro anos antes de cumprir os objetivos do mandato em curso, lembra aquela metáfora do goleiro que, ávido pela jogada seguinte, esqueceu-se de que era necessário, antes de dar seqüência ao jogo, segurar a bola com firmeza para armar o contra-ataque. Resultado: tomou um “frango”;
4. Mau uso do tempo: Boa parte do tempo, inteligência e energia está voltada para as disputas internas (no governo, no PT e nos outros partidos aliados), comprometendo o desempenho do governo, que deixa de ser o espaço de convergências para colocar-se no epicentro das crises;
5. Desvirtuamento da agenda do governo: O governo – e a própria figura da governadora – envolve-se no varejo das articulações municipais, inclusive nas disputas entre candidatos identificados com a sua base de apoio, o que aumenta o potencial gerador de crises internas e compromete a agenda governamental;
6. Instabilidade: Mesmo sem uma oposição forte na ALEPA (pelo menos até então), os objetivos do governo ficam demasiadamente à mercê das circunstâncias, dos impulsos e da intuição. As circunstâncias, os impulsos e a intuição, aliás, têm sido a tônica de decisões importantes do governo;
7. Insegurança e desconfiança: A insegurança e a desconfiança crescentes no interior do governo geram um sentimento generalizado de que, a qualquer momento, as orientações mudam, os objetivos mudam, os secretários são substituídos. E se as mudanças tornam-se tão corriqueiras, não faz sentido qualquer plano de médio ou longo prazos;
8. Distanciamento e isolamento do núcleo dirigente do governo: O núcleo dirigente do governo distancia-se cada vez mais do conjunto do governo, fruto de uma visão auto-suficiente e presunçosa de que o problema é que tem gente boicotando e querendo que o governo não funcione. O núcleo dirigente do governo tem baixa capacidade de auscultar o conjunto do governo e o seu entorno e de integrar pontos de vista, o que lhe faz recorrer à velha fórmula do autoritarismo e da cultura do medo. A mudança (mais uma) do modelo de gestão é um sintoma evidente desse enredo, como se o problema estivesse no modelo e não na cultura organizativa e no padrão da relação intra-governamental;
9. Crise existencial: Embora pareça romântico, não há mais tempo para crises existenciais (clique aqui para ler o post "ser ou não ser..."). O PT conquistou o direito de governar o Pará - pelo menos por quatro anos – e dispõe de condições favoráveis para fazer um governo transformador, sobretudo por coincidir com o segundo mandato do presidente Lula; está no comando de todos os órgãos estaduais estratégicos para conduzir a gestão e cumprir os seus objetivos; e conta com uma oposição ainda desarticulada (mas que começa a organizar-se em função dos erros do governo);
10. Produtor de crises: O governo é confuso e inconstante em suas relações políticas e embaralha os espaços de decisões governamentais e partidárias.
Ora ameaça romper a aliança que lhe assegurou a vitória eleitoral, ora reconcilia-se e faz juras de amor; ora insinua que vai romper com PMDB, supostamente para afirmar que o governo é de esquerda, ora convida PV (Zé Carlos e Gabriel Guerreiro) e PP (Gerson Peres) para participarem do governo; ora incrementa a participação do Diário do Pará nas contas de publicidade oficial, ora tenta selar acordos com os donos de O Liberal, em encontros tão secretos quanto o encontro do jogador Ronaldo com travestis, no Rio; ora declara apoio à reeleição de Helder, em Ananindeua, ora corteja Pioneiro; ora faz movimentos em favor da indicação de Anivaldo a vice de Duciomar, ora investe para que este aceite Raul Meireles como vice; ora afirma-se intransigentemente de esquerda, ora convida Zeca Pirão para ser o vice de Mário Cardoso, já no primeiro turno.
A lista é tão extensa quanto é patente a vocação do núcleo dirigente do governo para produzir crises.
O QUE FALTA?
1. Falta humildade para reconhecer os próprios erros;
2. Falta sabedoria e paciência para reconhecer que o PT não tem hegemonia na sociedade e que a luta por uma nova hegemonia é necessária e legítima, mas é também de longo curso;
3. Falta sabedoria e acuidade para interpretar o momento histórico e para não desperdiçar essa oportunidade, pois poderemos não ter outra tão brevemente;
4. Falta altivez para assumir as suas contradições e para, apesar delas, seguir em frente;
5. Falta capacidade para construir unidade política;
6. Falta capacidade para distinguir o que é central e estratégico daquilo que é periférico e conjuntural;
7. Falta desprendimento e coragem para tomar as decisões que estão “engavetadas”, que são várias. Ressalto pelo menos uma: se a governadora e o seu círculo mais íntimo de governo estão convencidos de que a aliança com o PMDB não serve ao governo, então que seja coerente e rompa a aliança, assumindo, por óbvio, as conseqüências políticas de tal decisão. (clique aqui para saber o que escrevi sobre a política de alianças do governo)
Essa postura dúbia e hesitante do governo produz situações extravagantes, como é o caso da secretária de saúde, que tem menos influência no governo sobre os assuntos de sua pasta do que alguns de seus auxiliares naquele órgão estadual.
Se o núcleo dirigente do governo entende que a SESPA não deve ser comandada por uma pessoa indicada pelo PMDB - como até as pedras sabem - então que se enfrente a repactuação do governo, ao invés do método – fugidio e burro - da fritura e do esvaziamento, que penaliza ainda mais a população que precisa da saúde pública para manter-se sã ou pelo menos viva.
DEFINITIVAMENTE,
O governo de Ana Júlia não é uma tese, um experimento;
Não é um clube de ciência;
Não é meio para enriquecer uns e conferir prestígio a outros;
O governo de Ana Júlia veio para mudar e só faz sentido se puder operar essas mudanças.
MAIS E MENOS
Mais governo e menos intriga!
Mais governo e menos fofoca!
Mais governo e menos fantasmas!
Enquanto há tempo...
RECADO
Tenho plena consciência de que a existência deste blog, por si só, já me submeteria a toda sorte de provações e provocações.
Desde o post inaugural anunciei ao distinto público que “...acredito no governo conduzido por Ana Júlia; acredito no seu caráter democrático e popular; acredito na sua vocação mudancista e na capacidade de conduzir a reversão gradual da situação de exclusão e abandono a que está submetida a maioria dos paraenses.”.
Mais adiante, contudo, frisei que a crença no governo de Ana Júlia “...não é acrítica, nem maniqueísta e nem meramente sentimental...”, razão pela qual “...a contradição é que confere sentido a este blog.”. (clique aqui para ler o post inaugural).
Como sou dotado de razoável capacidade para interpretar os recados que tenho recebido - no blog e fora dele -, asseguro-lhes que este espaço, enquanto existir, não se prestará a servir de instrumento de barganha política ou de patrocínio de quaisquer interesses estranhos ao de oferecer ao distinto público um canal de diálogo aberto e democrático sobre temas diversos, com destaque para a política local.
Tenho sido fiel, estou certo, ao meu compromisso de submeter-me apenas aos imperativos da minha consciência e de respeitar todas as opiniões divergentes.
Então, vamos ao que interessa!
Desde o post inaugural anunciei ao distinto público que “...acredito no governo conduzido por Ana Júlia; acredito no seu caráter democrático e popular; acredito na sua vocação mudancista e na capacidade de conduzir a reversão gradual da situação de exclusão e abandono a que está submetida a maioria dos paraenses.”.
Mais adiante, contudo, frisei que a crença no governo de Ana Júlia “...não é acrítica, nem maniqueísta e nem meramente sentimental...”, razão pela qual “...a contradição é que confere sentido a este blog.”. (clique aqui para ler o post inaugural).
Como sou dotado de razoável capacidade para interpretar os recados que tenho recebido - no blog e fora dele -, asseguro-lhes que este espaço, enquanto existir, não se prestará a servir de instrumento de barganha política ou de patrocínio de quaisquer interesses estranhos ao de oferecer ao distinto público um canal de diálogo aberto e democrático sobre temas diversos, com destaque para a política local.
Tenho sido fiel, estou certo, ao meu compromisso de submeter-me apenas aos imperativos da minha consciência e de respeitar todas as opiniões divergentes.
Então, vamos ao que interessa!
sexta-feira, 25 de julho de 2008
TIVE QUE VOLTAR!
Já havia postado a minha despedida da semana (curiosamente evocando os sonhos, segundo Shakespeare), quando tomei conhecimento do conteúdo da carta de exoneração de Manoel Aroucha, advogado e militante do PT, que exerceu, no início do atual governo, o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Transporte – SETRAN e, em seguida, o de diretor de planejamento do mesmo órgão estadual.
Intitulada “A despedida de um sonho” e dirigida à governadora Ana Júlia e ao secretário Valdir Ganzer, a carta diz muito mais nas entrelinhas do que nas linhas bem escritas.
Quando retornar ao blog apresentarei os meus pontos de vista sobre os sinais emitidos por essa saída, mas principalmente sobre o momento por que atravessa o governo.
Eventuais acusações e insinuações contra o gesto de Aroucha - oriundas do núcleo dirigente do governo - tendem a ser rebatidas por este com veemência.
Até!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Intitulada “A despedida de um sonho” e dirigida à governadora Ana Júlia e ao secretário Valdir Ganzer, a carta diz muito mais nas entrelinhas do que nas linhas bem escritas.
Quando retornar ao blog apresentarei os meus pontos de vista sobre os sinais emitidos por essa saída, mas principalmente sobre o momento por que atravessa o governo.
Eventuais acusações e insinuações contra o gesto de Aroucha - oriundas do núcleo dirigente do governo - tendem a ser rebatidas por este com veemência.
Até!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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